terça-feira, 22 de novembro de 2011

PF INVESTIGA SE CHEVRON TENTOU ALCANÇAR CAMADA DO PRÉ-SAL


A petroleira norte-americana Chevron, responsável pelo vazamento de óleo que já dura dez dias na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, é suspeita de tentar alcançar a camada de pré-sal no Campo do Frade. Se a suspeita for confirmada, o episódio se revelará num dos mais emblemáticos casos de agressão à soberania nacional promovida por uma empresa estrangeira. A possibilidade é admitida por técnicos da Agência Nacional do Petróleo, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

A Polícia Federal, que investiga o caso, desconfia inclusive que o acidente possa ter ocorrido justamente devido à possível perfuração de poços além dos limites permitidos.
Segundo a reportagem, a sonda usada pela Chevron tem capacidade para perfurar até 7,6 mil metros, mais que o dobro do necessário para a perfuração dos quatro poços autorizados no Campo do Frade (de até 1.276 metros de profundidade). A ANP quer saber ainda se houve falhas inclusive na construção do poço e se foi utilizado material inadequado. Também não se sabe se foram feitos os testes de segurança antes do início da perfuração.
Responsável pelo inquérito, o delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF, disse na reportagem que já existem indícios de que estrangeiros estejam trabalhando ilegalmente no litoral brasileiro. “É algo sério. Se isso for comprovado e esses estrangeiros em situação irregular estiverem recebendo salários no exterior, por exemplo, já se configura crime de sonegação fiscal e de sonegação previdenciária”, disse o delegado ao Estado de S.Paulo. A empresa nega a irregularidade.

Embora nem mesmo a Chevron saiba dizer quantos litros vazaram da plataforma (as estimativas da ANP indicam que a vazão média de óleo derramado estaria entre 200 e 330 barris/dia no período de 8 a 15 de novembro), o episódio pode acelerar a discussão sobre a segurança nacional em torno de sua principal riqueza. Na internet, começam a surgir manifestações para que a empresa estrangeira seja expulsa do País.

O episódio deixou clara também a situação de vulnerabilidade da exploração de petróleo em alto mar, área onde os órgãos fiscalizadores, como o Ibama, não conseguem monitorar de modo eficiente se as empresas cumprem ou não as normas de segurança.

A preocupação se tornou ainda maior depois da notícia de que a empresa Transocean, que faz os trabalhos de perfuração para a Chevron no Campo de Frade, é a mesma que operava a plataforma da British Petroleum, que explodiu no Golfo do México, causando um dos maiores desastres ambientais da história recente.

Apesar do retrospecto da Transocean, o presidente da concessionária brasileira da Chevron, George Buck, disse que confia na empresa e que continuará a operar com ela no Brasil.

A plataforma da Transocean explodiu e afundou em abril de 2010, no Golfo do México, deixando 11 mortos e causando grandes prejuízos. Cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados no mar e o vazamento durou 87 dias. 

Fonte: Carta Capital/ Agência Brasil 

domingo, 6 de novembro de 2011

PECADO ORIGINADO - LANÇAMENTO EM VICENTE DUTRA

Acadêmico de Filosofia lança livro em Vicente Dutra

Na noite da quarta-feira, 19 de outubro, o acadêmico do VIII semestre do curso de Filosofia da URI – campus de Frederico Westphalen, Gilnei da Rosa, participou da abertura da 14ª Feira do Livro de Vicente Dutra, onde, juntamente com outros autores locais apresentou sua obra Pecado Originado: as origens da atual crise ecológica.
A obra inaugura a Série Sapientia Vitae, uma série de livros organizada pelo Curso de Filosofia da URI, através do Grupo de Pesquisa em Filosofia e do Núcleo de Estudos em Filosofia. Fruto de mais de três anos de pesquisa, a obra Pecado Originado, visa identificar na construção da sociedade humana, os fatores, as ideologias e as estruturas que gestaram a atual crise ecológica, ao mesmo tempo em que postula uma nova relação do homem com os seus e com as demais formas de vida, tendo o cuidado com a vida, como práxis cotidiana.
Segundo o autor "lançar um livro na minha cidade natal, foi uma experiência única por poder contribuir com a comunidade da qual fiz e faço parte, ao apresentar, com base nas minhas pesquisas e reflexões, algumas possíveis respostas a problemas e questões que afetam direta ou indiretamente não somente essa comunidade mas o planeta como um todo. Penso ser essa a tarefa fundamental de todo pesquisador e principalmente do Filósofo, a de estando inserido na sua realidade, buscar dar respostas às questões e problemáticas de seu tempo, contribuindo para a qualificação e a promoção da vida e da dignidade humana.”
A obra está disponível ao público na coordenação do Curso de Filosofia da URI, bem como nas livrarias de Frederico Westphalen e  com o autor. Mais informações emwww.problemasbioeticos.blogspot.com

Disponível em: http://www.fw.uri.br/site/vernoticia.php?id=2482